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B.Leza
Era uma lenda da noite lisboeta: um bar luso-africano, com pé na dança. O B.Leza fechou em 2007 e deixou órfã a legião de fãs que ali tinha o espaço ideal para espreitar a cultura africana em Lisboa. O espírito sobreviveu em versão nómada que agora vai assentando arraiais em divesos locais pela cidade. Para quem não se satisfaz com estas aparições fugazes, ou seja, "para quem precisa de B.Leza na sua vida", há uma petição online para trazer o B.Leza de volta a uma casa permanente.

Recorde aqui a nossa descrição do antigo B.Leza, já desactualizada, é certo, mas que permite perceber o espírito B.Leza que persiste agora na itinerância e que, espera-se, volte a ter poiso:

Fundado há vários anos pelo Casa Pia Atlético Clube, o B.Leza mantém um estatuto especial nas noites lisboetas. É um misto de café-concerto africano, bar dançante e clube de convívio, a que se junta o charme próprio do palacete do século XVII em que se encontra albergado, na zona de Santos, em Lisboa.

Apesar das numerosas ventoinhas a funcionar, o ambiente do B.leza é sempre quente e acolhedor. Envoltos nas paredes vermelhas e coçadas pelo tempo, iluminação de cabaret e cortinas escuras, os corpos bamboleiam-se inebriados ao ritmo da coladeira, da kizonba e do funana, danças típicas de Cabo Verde. É um local desinibido e sensual, onde ninguém escapa a um convite para dançar mesmo que não tenha trazido par. É esse um dos encantos do B.leza, os pares constituem-se no momento, dançam uma música, agradecem e partem à procura de outro interessado em soltar as energias quinéticas que o local transmite.

Mas quem não gosta de dar ao pé, pode gozar com os olhos ou sair da sala de dança e explorar os corredores e escadarias do palácio. Há ainda uma sala de convívio mais recatada e propícia à conversa e onde porventura dormem os espíritos dos aristocratas que no século XVII frequentavam o palacete. Há mesmo quem diga que o B.leza funcionava como o salão nobre de música do Marquês de Pombal. Se é ou não verdade, pouco importa, é mais um elemento a juntar à magia do local.

Aberto todas as noites, excepto à segunda-feira, o B.leza distingue-se da maioria das discotecas africanas por ter sempre um grupo a tocar ao vivo. Os ritmos de Cabo Verde prevalecem porque "há mais músicos cabo-verdianos em Lisboa", afirma Alcides Gonçalves, um dos responsáveis pela secção cultural do Casa Pia. "Mas tentamos que seja um espaço lusófono." A peculiaridade do B.leza reside, segundo Alcides Gonçalves, na combinação de dois elementos. "A música ao vivo cria momentos onde aparece a festa. Por outro lado, há um ambiente de mistura cultural entre africanos portugueses e estrangeiros."

PUBLICO.PT

 
 
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- Blogue oficial
- Petição online pelo B.Leza

Lisboa, Lg. Conde Barão, 50 - Santos
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